Exemplos de Treinamento nas Empresas: 5 Treinamentos Corporativos para Desenvolvimento de Lideranças

Quando alguém pede exemplos de treinamento nas empresas, geralmente está tentando resolver um dilema recorrente em RH: como desenvolver lideranças sem cair em soluções genéricas, que inspiram por uma semana e evaporam na primeira crise?

A resposta costuma começar por uma mudança de lente, em que a liderança não é só um lugar de decisão, é um lugar de escuta ativa, inteligência emocional e autorregulação. 

E, por mais que o mundo corporativo ainda chame isso de “soft skills”, a verdade é que essas competências são infraestrutura. Sem elas, a parte técnica não se sustenta.

Inclusive, esse foco aparece nas habilidades destacadas pelo World Economic Forum, que inclui empatia e escuta ativa entre competências relevantes para o trabalho.

Neste post, você vai encontrar exemplos de treinamento corporativo em formato de cinco propostas (não “tópicos soltos”), alinhadas a dores reais da liderança e ao jeito Juntxs de fazer: vivencial, personalizado, ao vivo, com antes–durante–depois e com foco em aprendizagem coletiva.

Então, continue a leitura e saiba mais!

Índice

  1. O que faz um Treinamento de Liderança funcionar: Por que as soft skills são base para os Treinamentos Corporativos mais importantes
  2. Tipos de Treinamentos Corporativos: 5 Exemplos para Desenvolvimento de Lideranças
  3. Como escolher entre os exemplos de Treinamentos Corporativos 
  4. Exemplos de Treinamento nas Empresas: O que muda quando o treinamento é vivencial e personalizado (o jeito Juntxs)

O que faz um Treinamento de Liderança funcionar: Por que as soft skills são base para os Treinamentos Corporativos mais importantes

Na Juntxs, a gente parte de um princípio que orienta tudo: aprender é no coletivo

E, quando o assunto é liderança, isso significa colocar no centro aquilo que muitas organizações ainda tratam como “soft skills”, mas que na prática é pilar de sustentação: escuta ativa, empatia, inteligência emocional e autorregulação.

Darwin Grein, fundador da Juntxs, alerta sobre uma tendência perigosa de sobrepor habilidades técnicas às socioemocionais, como se autoconhecimento “pegasse mal” em tempos de pressão por resultados. 

Análises do Fórum Econômico Mundial reforçam que várias das habilidades mais relevantes para o futuro do trabalho são socioemocionais, como resiliência, flexibilidade, motivação/autoconsciência e curiosidade/aprendizagem contínua. 

“Ao analisar a lista, fica claro o porquê precisamos continuar investindo no desenvolvimento das soft-skills: são elas que promovem uma liderança mais eficaz, uma melhoria na qualidade de vida dos colaboradores e, consequentemente, trazem melhores resultados.”

Então, antes de ir para os exemplos de treinamentos corporativos, vale um filtro rápido, pois treinamento corporativo para liderança funciona quando:

  • Parte de um desafio real (do time e do negócio)
  • Cria espaço para prática (não só explicação)
  • Desenvolve repertório emocional e relacional (não só ferramenta)
  • Tem continuidade (o depois não é abandonado).

Enfim, a liderança é cobrada por resultado, mas o resultado passa por coisas que não entram no dashboard, como qualidade das conversas, clareza de acordos, confiança para discordar, coragem para lidar com conflitos e capacidade de regular emoções sob pressão.

Tipos de Treinamentos Corporativos: 5 Exemplos para Desenvolvimento de Lideranças

Abaixo estão cinco tipos de treinamentos corporativos que aparecem muito na prática e que, no jeito Juntxs, ganham corpo com vivência, reflexão e acordos.

1. Autoconhecimento e Inteligência Emocional para lideranças 

Quando é indicado: lideranças recém-promovidas, lideranças reativas, times sob pressão e ambientes com tensão constante.

O que se desenvolve:

  • Autoconsciência (gatilhos, padrões, impacto no outro)
  • Autorregulação (pausar, escolher resposta, não “descontar” no time)
  • Leitura emocional do ambiente (sem virar “termômetro nervoso”)
  • Gestão de energia e presença.

Como fica vivencial: exercícios guiados de percepção (o que acontece no corpo, no pensamento e no comportamento), prática em casos reais da empresa, e um plano simples de “gatilho → resposta alternativa → acordo”, para testar na semana seguinte.

Aqui, soft skill é base: sem autorregulação, não há escuta. Sem escuta, não há liderança.

2. Comunicação eficaz e escuta ativa (para reduzir ruído e retrabalho)

Quando é indicado: conflitos velados, ruídos entre áreas, retrabalho alto, sensação de “cada um entendeu uma coisa”.

O que se desenvolve:

  • Escuta ativa aplicada a 1:1, reuniões e decisões
  • Comunicação clara (clareza não é dureza)
  • Alinhamento de expectativas e pactos de execução
  • Síntese e combinados explícitos (“quem faz o quê, até quando, com qual critério”).

Como fica vivencial: simulações de conversas reais, observação do impacto (não só do conteúdo) e construção de um guia de acordos do time para sustentar o depois.

3. Conversas difíceis e CNV (Comunicação Não Violenta) para maturidade relacional

Quando é indicado: baixa capacidade de confronto produtivo, tensão acumulada, feedback que vira ataque ou silêncio, “fofoca organizacional”.

O que se desenvolve:

  • Estrutura para conversas difíceis (abertura, ponto central, pedido, acordo)
  • Observação vs. julgamento (reduz defensividade)
  • Escuta empática sem perder firmeza
  • Responsabilidade emocional (nomear sem despejar).

Como fica vivencial: prática de conversas em duplas e trios, com roteiro, observação e devolutiva. Depois, pactos de “como vamos conversar quando algo travar”.

4. Feedforward e cultura de desenvolvimento contínuo (mais futuro, menos caça ao erro)

Quando é indicado: cultura de feedback punitivo, medo de errar, times que evitam temas e lideranças que guardam incômodo até explodir.

O que se desenvolve:

  • Feedforward como complemento do feedback: foco em possibilidades e ação futura
  • Pedidos claros de desenvolvimento
  • Reconhecimento com intenção (não só elogio solto)
  • Micro-hábitos de acompanhamento.

Marshall Goldsmith popularizou o conceito de feedforward como prática orientada ao futuro (em vez de ficar preso ao passado). 

O objetivo é oferecer orientações e sugestões construtivas para melhorar o desempenho, em vez de analisar falhas passadas como o feedback tradicional, visando nutrir o potencial de um indivíduo ou equipe, incentivando a proatividade e o crescimento contínuo através de metas e ações futuras.

Como fica vivencial: roda de feedforward com cases reais e criação de um ritual simples (quinzenal ou mensal) para sustentar conversas de desenvolvimento.

5. Liderança situacional e equipes de alta performance (autonomia com responsabilidade)

Quando é indicado: microgestão, abandono, baixa autonomia, falta de dono, decisões lentas, dependência excessiva da liderança.

O que se desenvolve:

  • Liderança situacional (ajustar direção e apoio conforme necessidade)
  • Delegação com clareza (resultado, critérios, autonomia, checkpoints)
  • Responsabilidade compartilhada e cadência de decisão
  • Fundamentos de alta performance: confiança, alinhamento e execução.

Como fica vivencial: mapeamento de maturidade do time por atividade, redesenho de delegação e rituais (checkpoints que não controlam, sustentam). E, quando necessário, criação de pactos coletivos para fortalecer confiança e cooperação.

Como escolher entre Exemplos de Treinamentos Corporativos

Se você está avaliando os exemplos de treinamento corporativo para decidir o próximo passo, use um filtro simples:

  1. Qual comportamento precisa mudar na rotina (não no discurso)?
  2. Quais conversas hoje não acontecem, e precisam acontecer?
  3. O treinamento terá prática guiada, casos reais e pactos de aplicação?
  4. Existe antes–durante–depois? (preparação, vivência, sustentação)

Afinal,  tema sem prática vira conteúdo, e conteúdo sem sustentação vira esquecimento.

Exemplos de Treinamento nas Empresas: O que muda quando o treinamento é vivencial e personalizado (o jeito Juntxs)

A Juntxs não trabalha com treinamento gravado e replicável.

Afinal, a nossa aposta é na experiência ao vivo, com facilitação, troca, vivência e personalização.

Assim, na prática, isso se traduz em:

  • Antes: entendimento do contexto, material preparatório e contrato de objetivos
  • Durante: vivências, simulações, reflexão guiada e acordos
  • Depois: exercícios de aplicação, revisão de combinados, acompanhamento do que funcionou.

Por  fim, liderança que evolui não é a que “sabe mais”. É a que escuta melhor, regula melhor e sustenta conversas melhores, criando um ambiente onde a equipe cresce com autonomia e confiança.

Então, se a sua organização quer uma trilha (presencial ou on-line ao vivo) que desenvolva liderança com base em escuta, empatia e inteligência emocional, sem perder o foco no resultado, dá para combinar esses cinco exemplos em um caminho sob medida.

Vamos juntxs construir essa mudança onde ela realmente acontece: no cotidiano!

Imagens: Juntxs

Artigos relacionados